Violência doméstica, alcoolismo e futebol: a problemática vida do jogador Centurión na Argentina

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centurion_2Emprestado ao Boca Juniors, o jogador do São Paulo Ricardo Centurión coleciona polêmicas: as más atuações em campo e as brigas em casas noturnas não chegam nem perto das últimas denúncias contra o atacante.

Em um vídeo divulgado pelas câmeras de segurança de um hotel, o atacante aparece bêbado querendo brigar com companheiros.

A ex-namorada do jogador, Melissa Tozzi, contou ao jornal argentino Todo Notícias que foi agredida por Centurión. Ela prestou queixa na Delegacia da Mulher e da Família de Quilmes, e o atleta foi proibido de se aproximar da ex por meio de uma ordem de restrição de perímetro.

“Decidi denunciar o Centurión porque ele me agrediu e me maltratou psicologicamente. Ele me estilhaçou três dentes e chegou a me enforcar”,  revelou Melissa.

A jovem relatou, ainda, que o jogador tem problemas sérios com o álcool, e que a agressividade de Centurión se acentuava quando ela tentava terminar o relacionamento — característica típica de relacionamentos abusivos.

— [No momento da agressão] Ele estava embriagado; não entendia que eu não queria mais levar esse relacionamento adiante. Foram dois episódios bem violentos, que tinham início sempre que eu tentava ir embora.

Segundo Melissa, a data da agressão não foi o único momento em que o jogador estava sob os efeitos do álcool – pelo contrário. De acordo com o depoimento da jovem, Centurión tem sérios problemas com a bebida e não consegue se livrar dela.

“Ele precisa ter consciência e se ajudar. É uma excelente pessoa, mas o álcool ainda vai arruinar sua carreira de jogador de futebol e tudo que ele se propõe a fazer. Ele tem problemas com isso”, completou a ex-namorada.

Melissa contou que o ex não passa um dia sem beber cerveja e que já o viu treinar de ressaca diversas vezes.

Carreira no Boca Juniors

Centurión foi emprestado ao clube argentino pelo São Paulo em agosto do último ano. Se o Boca Juniors não quiser comprá-lo (o que custaria cerca de R$ 23 milhões), ele volta para o clube paulista no meio deste ano.

Recentemente, o atacante tem sofrido com lesões e ficado no banco de reservas. Segundo o jornal Clarín, o ex-técnico do Boca Juniors, Ricardo La Volpe, se pronunciou contra as denúncias de agressão e criticou o clube por não ter se pronunciado:

— Profissionalismo não significa apenas treinar durante duas horas. É um absurdo que o clube não tenha trabalhado o lado psicológico do jogador depois dos casos de agressão. Pior de tudo é que é capaz de quererem protegê-lo até o fim do Campeonato Argentino.

Casos como o do jogador podem ser libertos

O vício é traiçoeiro e não perdoa nem a vida de um jovem e talentoso jogador de futebol, profissão almejada por milhares de meninos ao redor do mundo que têm nos jogadores seus ídolos. Apesar da situação se assemelhar ao fundo do poço, ela não é.

Se você está enfrentando problemas similares, participe de nossa reunião de Tratamento dos Vícios, realizada todos os domingos, às 15h, em nosso Centro de Ajuda do Teatro Rainbow.

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