Um drama familiar

de alto risco, dificuldades financeiras, uma vida em abundância,

Um drama familiar

O sol tinha acabado de nascer e lá estava eu. Uma mocinha de palmo e meio, levantando-se cedo para trabalhar. Tinha, apenas 12 anos de idade e já trabalhava para ajudar a minha família. A minha infância foi uma infância triste! Eu nasci na Ilha da Madeira e quando tinha 7 anos de idade perdi o meu pai. Senti um vazio muito grande, pois via o sofrimento de toda a minha família, tanto financeiro como emocional.

Cresci sem alegria e vivia numa casa onde não havia luz nem água, era uma miséria total. Então, com vista a ajudar com as despesas de casa, aos 12 anos, como já foi acima referido, comecei a trabalhar! Os anos passaram e o sacrifício de uma vida miserável continuava.

O dinheiro não chegava para nada, não comia o que queria nem tão pouco vestia aquilo que desejava. Certo dia, quando saía do trabalho conheci o António. Ele foi uma pessoa que me chamou a atenção.

Com o passar do tempo fomos nos conhecendo melhor e, mais tarde começámos a namorar. Apesar das dificuldades financeiras que eu enfrentava, ao lado dele, sentia-me feliz. Mas, mal sabia eu o que o futuro me reservava. Quando conheci a mãe dele, senti logo que algo estava errado. A minha sogra não gostou de mim e determinou que o meu casamento com o António fosse uma desgraça. A partir daquele dia tudo começou a dar errado. Lembro-me do dia antes do meu casamento.

Eu estava feliz por me casar e fazia planos ao lado do António, porém, inesperadamente, ele teve um ataque epilético. Eu fiquei muito nervosa! Nunca tinha visto tal coisa. Como é que uma coisa daquelas podia estar a acontecer antes do meu casamento? O dia que todas as mulheres sonham, para mim estava a tornar-se um pesadelo. Quando cheguei em casa da minha sogra, contei-lhe o sucedido. Ela, simplesmente, riu-se sobre a situação. Eu era jovem e estava confusa com o que estava a acontecer, porém fui em frente com a minha decisão e casei-me com António. Eu pensei que a minha vida fosse melhorar após o casamento, mas não foi isso que aconteceu. Foi sofrimento após sofrimento.casos-in2

O meu esposo continuava com esses ataques e ficou impossibilitado de trabalhar. Quem daria emprego a uma pessoa que, de repente, podia ter um ataque? Eu estava a passar por momentos difíceis na minha vida. O tempo passou e descobri que estava grávida. Foi uma gravidez muito complicada.

A hora do parto foi muito dolorosa e de alto risco. Quando o meu bebé nasceu eu tive de ficar em recuperação. Mal sabia eu o que se passava com o meu filho. Ele estava com problemas respiratórios, então teve de ficar internado durante algum tempo. Quando a minha cunhada foi me visitar ao hospital, ela, com um olhar sinistro disse-me: “O teu filho é muito lindo!”.

Passaram-se três meses e o meu filho morreu no hospital. Eu nem queria acreditar. O meu primeiro filho morreu, o meu esposo continuava com ataques e desempregado, eu sentia-me vazia e muito triste. O meu estado de frustração era tão grande que comecei a beber para esquecer todo aquele sofrimento. Aos poucos, fui me afastando do meu esposo, ficava nervosa por tudo e por nada e durante a noite não dormia. É difícil explicar, mas eu já não sentia vontade de me envolver com o meu esposo. Durante a noite, eu era visitada por algo sobrenatural que me tocava e, era como se tivesse relações sexuais comigo. Isso repetia-se constantemente.

Eu era um instrumento nas mãos daquela força negativa que me atormentava todas as noites. Para além disso, via vultos e tinha muito medo. Já não conseguia andar pela rua e já não tinha forças para realizar as minhas tarefas. Passaram-se alguns anos e eu tive outra gravidez. Quando o meu filho nasceu, ele herdou todos os problemas de saúde que o pai tinha. Mais tarde, tive mais dois filhos e os problemas continuavam. Eu já não via solução para a minha vida. Parecia que eu estava condenada a sofrer.

A minha família estava em decadência! Eu era uma jovem com muitos sonhos. Tinha o sonho de ter uma família feliz e um casamento maravilhoso, mas isso não estava a acontecer! Tinha me tornado uma mulher infeliz, com um casamento destruído e uma família triste. Eu só queria que aquele sofrimento acabasse. As palavras da minha sogra estavam realmente a ter efeito na minha vida. Certo dia, a minha irmã veio até a minha casa e trouxe consigo duas rosas.casos-in3 u não percebi o porquê de ela me oferecer aquelas rosas. Só entendi depois quando ela me explicou que aquelas rosas não eram umas rosas quaisquer.

Eram rosas consagradas no Centro de Ajuda e que se eu fosse para lá, tudo o que era negativo na minha vida iria sair. Ela aconselhou-me a colocar uma rosa na sala e a outra no quarto dos meus filhos. Eu não tinha nada a perder, e acreditei naquelas palavras. Durante aqueles dias, não ouvi estrondos em casa, não vi vultos e nem fui visitada durante a noite por aquela força negativa. O meu lar estava mais calmo e sereno. Eu estava perplexa, pois aquilo que a minha irmã me tinha dito deu certo.

Sem pensar duas vezes comecei a frequentar o Centro de Ajuda. Quando cheguei no Centro de Ajuda fui muito bem recebida. Senti-me em casa e o ambiente era muito acolhedor. Fui aconselhada a participar das reuniões de Sexta-feira para a minha libertação. Foi um processo árduo, mas eu consegui. A Campanha de Israel foi anunciada e eu lancei-me em favor da libertação do meu esposo. Eu queria uma família nova e restaurada. Cumpri o meu voto no altar e o meu esposo agora participa do Centro de Ajuda comigo e está, completamente, liberto.

Hoje, tenho uma vida em abundância, o meu esposo trabalha e vivemos bem. Tenho paz dentro de mim, o meu esposo é tudo aquilo que eu sempre desejei e os meus filhos são um exemplo. Eu já nem sei o que é sofrimento!

Benvinda Freitas

 

 

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