Rosto de menino, atitude de homem

Altar de Deus, eu estava familiarizado, minha família estava unida,

Rosto de menino, atitude de homem

 

Cada dia que passa a juventude inclina-se para atitudes marginais e afunda-se em vícios como o uso da droga deliberadamente e o consumo de álcool em excesso. Existem vários factores que podem responder a este facto real. Richard Greaves foi um jovem que, desde criança, teve contacto com a delinquência e, neste artigo, relata episódios da sua vida baseados no vício e na revolta.

O álcool era algo com que eu estava familiarizado desde pequeno. Eu experimentei a bebida alcoólica, pela primeira vez, aos 4 anos de idade, quando o meu tio me ofereceu. A partir daí, quando a minha tia saía, eu procurava sempre por bebida. Eu só queria uma oportunidade de colocar as minhas mãos numa garrafa.

Embriaguei-me pela primeira vez quando eu tinha, apenas, 10 anos na festa de um primo; e quando acordei, a minha cabeça estava prestes a explodir. Eu tornei-me num alcoólico; se eu não bebesse, ficava ansioso e nervoso. A minha família não estava bem com aquela situação, mas eles não podiam me deter – eu não iria deixá-los.

Eu estava tão forte e decidido que ninguém conseguia me impedir de continuar a fazê-lo. Você, talvez, se pergunte como é que a minha família permitiu que eu chegasse a esse ponto. Bem, eles embriagavam-se e às vezes davam-me bebidas para eu experimentar.

casos-in1 O ambiente em casa não era assim tão mau; a minha família estava unida, mas com o passar do tempo, dispersámo-nos e cada um foi para o seu lado. Depois disso, as coisas só pioraram. Não falavámos uns com os outros devido a questões financeiras. Isso afectou toda a família, o que me preocupou muito. O meu pai deixou a nossa família antes de eu nascer, então eu nunca o vi. E por esta razão, eu culpava-o por tudo. As crianças que eu conhecia que tinham pais viviam uma vida muito melhor do que a minha. “Se o meu pai tivesse estado perto de mim, ele teria me ensinado tudo o que eu precisava saber” – eu pensava desta forma.

Assim, quanto mais triste eu ficava, mais eu bebia, até que isso se tornou uma dependência. Quando os meus primos me apresentaram o cigarro, o tabaco tornou-se outro vício que me escravizava. Quando comecei a escola secundária, os meus amigos levaram-me a festas e a raves. Eu tinha um motivo diferente por estar ali naquelas festas, eu sabia que se eu fosse para casa, haveriam discussões e gritos, então eu optei por tirar todo o peso que eu sentia nas festas.

O único problema é que, no caminho para casa, quando eu estava sozinho, sentado no autocarro ou no comboio, eu tinha tempo para pensar, e eu sentia-me ainda mais triste. Toda a diversão tinha desaparecido; a felicidade era temporária. Eu estava a falhar nos meus estudos, mas eu não me importava. Nessa época eu conheci novas pessoas, que, sinceramente, arrependo-me de tê-los conhecido, pois influenciaram-me de tal maneira que conseguiram mudar a minha forma de ser. Eu queria ser igual a eles, então adoptei os seus hábitos e costumes. Passei a ser uma pessoa vazia e rude.

Eu tinha 14 anos, quando comecei a vender drogas, eu fazia desta atividade ilegal um meio para ganhar dinheiro. Eu também estava viciado em mulheres. Ficava com mais do que uma ao mesmo tempo. O prazer era uma sensação passageira, pois assim que colocasse os pés em casa, eu enfrentava a minha dura realidade – a depressão e o vazio. Isso só me levou a buscar mais prazer; Era um ciclo vicioso… Numa manhã, enquanto estava com os meus amigos, um outro amigo meu aproximou-se e convidou-nos para um churrasco que estava a decorrer ali perto.

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Eu não sabia o que o Grupo de Jovens (VYG) era, então eu, simplesmente, fui porque estava interessado na comida e nas meninas. Eu só ia para o Grupo Jovem, simplesmente, para ver as meninas. Eu não queria um compromisso. Mas, aos poucos eu comecei a frequentar as reuniões do Grupo Jovem às Quartas-feiras e as mensagens começaram a tocar-me profundamente, as palavras do Conselheiro eram como vida e eu tomei a decisão de começar a frequentar as reuniões fielmente. Aos poucos comecei a fazer as Correntes de Domingos e Sextas-feiras. Eu não me esqueço da vontade que senti de desistir, pois, muitas das vezes, eu recebia ameaças de pessoas que queriam me esfaquear ou, simplesmente, agredir-me.

Naquela época estava a passar por muitos problemas, tinha sido expulso de casa, estava viciado em mulheres e era, constantemente, ameaçado, mas mesmo assim quando a Campanha de Israel foi anunciada, eu encarei-a como uma oportunidade. Eu queria mudar a minha essência, eu queria ser melhor e um exemplo a seguir.

A princípio, eu quis participar pela minha família, mas após ter falado com o Conselheiro, ele fez-me ver que a pessoa mais importante naquele momento era eu mesmo. Então, eu cumpri a minha promessa e apresentei o meu voto no Altar de Deus. A mudança foi acontecendo. Eu, lentamente, consegui controlar a minha raiva e deixei de andar com más companhias. O mais importante de tudo, eu tinha de perdoar muitas pessoas, incluindo toda a minha família.

casos-in3E, assim aconteceu. Mudei a minha forma de pensar e de agir, relativamente, às mulheres. Eu já não faço nenhuma das coisas que eu costumava fazer antes; Eu já não fumo; não deixo uma gota de álcool tocar na minha boca; nem tão pouco vou para festas brincar com as meninas. E o engraçado é que eu me considero muito mais feliz agora do que quando praticava todas essas coisas.

A minha mãe e eu reconstruímos a nossa relação. Pela primeira vez em muito tempo, eu a chamei de “mãe”. Nós somos os melhores amigos e, hoje, rimos juntos, enquanto que antes, eu não poderia estar na mesma sala do que ela mais do que uma hora. Hoje, eu sou feliz e tenho paz dentro de mim. O extraordinário aconteceu na minha vida, pois eu dei o meu tudo para Deus. Hoje, ele recompensou-me com tudo também!

A vida é cheia de oportunidades; você só precisa agarrar a sua.”

Richard Greaves, Finsbury Park

 

 

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