O caso sinistro de uma mãe

Altar de Deus, minha própria vida, um período de tempo,

 

 

O caso sinistro de uma mãeEu lembro-me bem da minha infância, ainda na época que vivia no Brasil. Lembro-me dos espancamentos, do abuso, do abandono e da infelicidade. A minha mãe batia-me por toda e qualquer razão até que o meu corpo ficasse coberto de hematomas. Um dia, ela espancou-me com uma chuteira de futebol, eu pensei que iria morrer. O que me doeu mais foi o ódio que vi em seus olhos. Eu não conseguia entender porque é que ela me desprezava tanto … Eu ainda era uma menina quando o meu tio, que tinha 15 anos na época, abusou sexualmente de mim.

Perdi a minha preciosa inocência, e os meus olhos abriram-se para a pornografia. Aos 9 anos o vício da pornografia começou, mas até hoje, eu ainda não sei como eu tive acesso a isso. Eu só me lembro que via revistas e fantasiava sobre as imagens que via. Aos 10 anos de idade tive o desejo de experimentar o que eu via com homens. Eu queria conhecê-los secretamente. Costumava sair de casa para comprar coisas e envolvia-me em conversas com homens muito mais velhos. A partir daí comecei a sair às escondidas para me encontrar com eles. Eu fugi de casa quando eu tinha apenas 14 anos para estar com o meu namorado na época. O nosso relacionamento de quatro anos foi um período de tempo que eu descrevo apenas como “inferno”.

Quando ele descobriu que eu estava grávida, ele deixou-me com nada mais além de dívidas. Recusando-se a voltar para casa, eu fiquei sozinha, lutando, desesperadamente, contra os pensamentos de matar a minha menina. Enquanto eu dormia à noite, eu sentia o meu corpo a ser tocado e a envolver-se em relações sexuais. Eu não conseguia controlar aquilo. Eu podia vê-lo, uma figura negra com asas, chifres e umas enormes unhas que cravavam na minha cabeça. Foram episódios, verdadeiramente, assustadores!

Eu tentava escapar das suas garras, mas ele mordia os meus dedos e acabava por bater-me. Isto não era um sonho! Eu acordava com dores nos meus dedos devido ao que acontecia durante a noite. Com medo de que isso voltasse a acontecer, eu tentava ficar acordada até tarde, mas era tudo em vão. Isso repetia-se todas as noites. Consequentemente, eu acordava com raiva e os pensamentos de matar a minha filha e de tirar a minha própria vida vinham imediatamente. Eu não comentava o sucedido com ninguém, pois temia que as pessoas pensassem que estava a ficar louca.

Após algum tempo, eu conheci o homem, que hoje é o meu esposo. Não passou muito tempo e as discussões começaram. Os ataques à noite e a raiva que tinha da minha filha, levaram-nos a procurar ajuda na magia negra. Mas nada foi resolvido, e as coisas só pioraram… Quando uma amiga me convidou para o Centro de Ajuda, eu recusei o convite.

Mas, o meu esposo foi no meu lugar. Eu não queria que ele voltasse e tentasse me convidar também! Ele poderia esquecer essa ideia! Eu nunca poria os pés naquele lugar! Na minha opinião, os evangélicos não podiam cortar o cabelo, usar calças e teriam de seguir muitas regras. Eu não estava disposta a isto. No entanto, eu encontrei-me exatamente onde eu não queria estar. O meu coração batia devagar e eu tremia. Estava com medo. Havia algo em mim que não queria dar o passo certo no sentido de libertar-me de tudo o que estava a acontecer na minha vida.

Eu não sei se estava a gostar daquilo ou não. Na verdade, eu queria uma prova de que o Deus de que eles falavam poderia resolver os meus problemas. Fiquei espantada com as mudanças que começaram a acontecer comigo. Quando eu comecei a frequentar o Centro de Ajuda regularmente, os pensamentos de matar a minha filha e os ataques sexuais à noite desapareceram. Quando a Campanha de Israel foi anunciada, por incrível que pareça, eu não duvidei.

Esta Campanha chamava-se “Tudo por tudo”. Seria o meu tudo pelo o tudo de Deus, pois eu queria ver uma mudança no meu carácter e na minha forma de ser. Estava revoltada e já não aguentava mais! Foi nesta fé que eu cumpri o meu voto no altar de Deus. Hoje, a esperança, alegria e tranquilidade tomaram o lugar da raiva e do tormento que estavam presos dentro de mim. É como se Deus me tivesse lavado. Agora, sou uma mãe amorosa e uma esposa dedicada. Eu só posso agradecer a Deus por ter apagado toda a dor e mágoa do passado, e por ter me dado a chance de ser uma nova mulher e uma mãe melhor para os meus filhos.

Vanilda da Silva

casos-in23 Leidiany:

Eu experimentei da mesma dor que a minha mãe experimentou quando tinha a minha idade. Se ela ficasse na mesma sala que eu, já era motivo para ela ficar nervosa. Ela nunca me abraçava ou disse que me amava e isso magoava-me profundamente. Eu era uma criança deprimida que teve problemas de comunicação e, dificilmente, mostrava afeição aos outros por causa da maneira com que a minha mãe me tinha tratado. Assim, o dia em que ela chegou em casa e me abraçou foi um grande choque para mim. Eu posso dizer que a partir do dia em que a minha mãe começou a frequentar o Centro de Ajuda tudo começou a acontecer de maneira diferente.”

 

 

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