No Reino Unido, muitos não confiam nas notícias que lêem nas redes sociais

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A agência internacional de notícias Reuters realizou uma série de discussões sobre grupos de foco sobre o que as pessoas pensam a respeito das notícias que lêem nas mídias sociais.

Um estudo conduzido e publicado por eles mostra que, de um modo geral, o público é bastante resistente a crer em notícias compartilhadas em plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram.

De acordo com o estudo, “muitas pessoas têm pouca confiança nas informações que vêem nas plataformas digitais, mas a percepção varia dependendo de opiniões formadas que essa pessoa já trazia consigo sobre os canais de comunicação que divulgam estas notícias.”

Em outras palavras, na hora de julgar se uma informação é verdadeira ou falsa, as pessoas consideram a credibilidade da companhia em questão.

As entrevistas realizadas pela Reuters para chegar a esses resultados foram feitas em quatro continentes, em parceria com a companhia de pesquisas globais YouGov. Parte destas entrevistas foram conduzidas com grupos de pessoas, outras, individualmente.

“Não pudemos criar estatísticas gerais sobre como cada pessoa pensa de acordo com seu país de origem, mas conseguimos traçar o contexto pelo qual as pessoas formam seus pontos de vista, e também suas razões”, explica o estudo.

O estudo acrescenta que, em vários locais, incluindo o Reino Unido, o público geral não procura saber como os artigos de notícia são produzidos, quais formas investigativas são usadas pelos jornais e quem são os jornalistas responsáveis por essas notícias.

Por outro lado, se dá muita importância ao veículo que está transmitindo aquela informação. Se a companhia é bem vista, ela tem mais credibilidade na internet. As pessoas buscam um jornalismo independente e imparcial, mas não procuram saber qual é a linha editorial desses meios.

Outra coisa que tem questionado a credibilidade das notícias lidas na internet é a grande difusão de fake news. Com isso, apesar de ser prático ler notícias nas redes sociais, as pessoas evitam fazê-lo.

“Para pessoas sem uma opinião formada (seja positiva ou negativa) sobre os meios que propagam as notícias em seus países, pode ser difícil e desafiador lidar com a abundância de informação online que existe”, conclui o estudo.

Questionar as notícias online que você recebe é o primeiro grande passo para evitar se tornar mais uma vítima das fake news.

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