A responsabilidade de quem já viveu

iniciativa de mudar, um casamento exemplar,

cris

Eu vim de um lar bem estruturado. Meus pais têm um casamento exemplar. Meu pai sempre poupou minha mãe de todas as maneiras possíveis, às vezes carregando sobre si todos os problemas lá de fora para não deixá-la preocupada, não porque pensasse ser mais forte que ela, mas porque ele estava cuidando dela. Meu pai sempre valorizou muito a minha mãe, principalmente o estado emocional dela. Se ela não está bem, ele não fica bem também. Já minha mãe, sempre o respeitou e admirou muito, e por isso sempre o poupou também das coisas que ela mesma conseguia dar conta, e nós seus filhos fomos uma delas. Minha mãe era quem se responsabilizava por nós, por nossa escola, por nossa saúde, por nossa educação, e por todo o andamento da casa. Ela nos colocava para dormir cedo para que, quando meu pai chegasse, a casa estivesse em paz, rsrsrs…  Enfim, nosso lar era um pedacinho do céu porque meus pais sabiam ser parceiros um do outro.

No entanto, quando me casei, esperava o mesmo do meu marido, e foi aí que começamos a ter problemas no casamento. Meu marido não havia tido o que eu tive na casa dos meus pais. Seu pai estava divorciado de sua mãe, devido a traições da parte dele, e sua mãe teve de se virar sozinha com as crianças, o lar, e todas as despesas. Minha sogra não teve quem a poupasse, nem quem a amasse, nem quem cuidasse dela por muitos e muitos anos. Foi por isso que quando o Renato se casou comigo, ele esperava que eu fosse essa mulher batalhadora, que sofre calada.

Ele não cuidava de mim e eu não sofria calada, rsrsrsrsrs! Agora eu posso rir, mas antes eu só chorava…

O que eu não sabia na época é que era responsabilidade minha obter aquilo que vi em casa, afinal, eu tive essa referência – o Renato não! Quem sabe como funciona não deve se chatear com quem não sabe, nem deve impor a quem não sabe que saiba – claro!

Por isso, a responsabilidade de quem já sabe é maior, e deve ser sua a iniciativa de mudar.

Quando eu parei de reclamar, de fazer drama e cara feia, e passei a ser como a minha mãe, mesmo que o Renato não merecesse ser tratado como meu pai era, pouco tempo depois, ele começou a agir como o meu pai, pois a minha mudança o fez querer mudar também. Com o meu comportamento, o meu respeito, e minha admiração, meu marido aprendeu a cuidar de mim como um marido responsável e a me poupar como a parte mais frágil do seu corpo.

Hoje eu sei que tudo o que tive o privilégio de ter se tornou uma responsabilidade para eu passar adiante, é por isso que trabalho diariamente para que as mulheres saibam do seu valor, aprendam a ser mães, filhas, esposas, amigas, femininas, e a usarem a sua fé de forma inteligente. Está aí a razão por detrás de tantos projetos: Godllywood (para mulheres desenvolverem seu valor), Godllywood School (para meninas de 6 a 14 anos aprenderem a ser jovens de Deus), Projeto Raabe (para mulheres que precisam superar o passado), Projeto T-Amar (para mães), Terapia do Amor (para solteiros, casados, viúvos e divorciados), e todos os meus livros e minhas redes sociais – de alguma forma eu estou passando aquilo que Deus me deu: afinal, só se dá o que se tem.

Na fé.

Cristiane Cardoso
cristianecardoso.com

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