O casamento foi concebido para ser um compromisso para toda a vida; é a decisão de duas pessoas de construírem uma vida juntas como uma só. Do ponto de vista cristão, trata-se de uma aliança estabelecida por Deus, não algo a ser assumido de forma leviana nem abandonado facilmente. Embora a Bíblia reconheça que o divórcio pode acontecer, ele nunca foi planejado como objetivo ou como a primeira solução diante das dificuldades.
No entanto, no mundo atual, a separação tornou-se cada vez mais comum. Casais podem se separar por causa de infidelidade, conflitos constantes, danos emocionais ou físicos, ou simplesmente por acreditarem que o amor acabou. Seja qual for o motivo, o divórcio raramente é simples. Ele traz dor emocional e consequências duradouras, especialmente para os filhos.
O divórcio continua sendo uma realidade para muitas famílias britânicas. O Office for National Statistics mostra que mais de 100.000 divórcios ocorreram na Inglaterra e no País de Gales em 2023, apesar de menos pessoas estarem optando pelo casamento. Segundo a Mediate UK, 42% dos casamentos acabam em divórcio. Isso demonstra que, embora as taxas de casamento tenham diminuído, a desestruturação familiar continua sendo generalizada.
O governo do Reino Unido estima que cerca de 4 milhões de crianças vivem em famílias separadas, nas quais os pais já não moram juntos. Em muitos casos, essas crianças têm menos de 18 anos e ainda dependem dos pais para estabilidade emocional, orientação e apoio financeiro.
Embora a guarda compartilhada seja incentivada, nem sempre ela é alcançada de forma equilibrada. Muitas crianças ainda crescem principalmente em um único lar, com contato diário reduzido com o outro genitor.
As crianças costumam vivenciar o divórcio de maneira muito diferente dos adultos. Mesmo quando os pais acreditam estar protegendo os filhos dos conflitos, eles percebem as mudanças no ambiente familiar.
Crianças de pais separados têm maior probabilidade de enfrentar:
A Bíblia permite o divórcio em determinadas circunstâncias, mas deixa claro que ele deve ser o último recurso, e não a primeira resposta. Reconciliação, perdão, aconselhamento e um esforço genuíno para restaurar o relacionamento devem sempre ser buscados quando possível. A única exceção clara é quando a segurança física ou emocional de um cônjuge está em risco — abuso nunca é aceitável.
A Bíblia faz declarações fortes sobre a visão de Deus a respeito do divórcio, não para envergonhar ou condenar, mas para ressaltar o quanto Ele valoriza o casamento e as promessas feitas dentro dele.
As crianças também são descritas na Bíblia como um presente do Senhor e uma herança confiada aos pais. Portanto, o casamento e a vida familiar não são descartáveis. São instituições sagradas que merecem ser protegidas e cuidadas. Embora nem todo casamento possa ser salvo, os casais são encorajados a lutar pela unidade sempre que possível.
Costuma-se dizer que prevenir é melhor do que remediar. Por isso, realizamos a Terapia do Amor todas as quintas-feiras, às 20h. Convidamos você a participar conosco enquanto exploramos o que significa amar de forma inteligente, para construir relacionamentos fortes e saudáveis que reflitam o propósito de Deus.
Evento: Terapia do Amor
Dia e Horário: Todas as quintas-feiras, às 8pm
Local: Catedral dos Milagres, Teatro Rainbow, 232 Seven Sisters Road, Finsbury Park, Londres, N4 3NX
Fontes:
https://www.mediateuk.co.uk/divorce-rate-uk/
https://www.cplaw.co.uk/insights/divorce-and-the-effects-on-children/
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