Eu, o meu pai, e as minhas duas mães

inÉ difícil presenciar a separação das pessoas mais influenciáveis nas nossas vidas. Querendo ou não, a decisão acaba sempre por afetar a terceiros, os filhos. Por mais absurdo que pareça nos dias de hoje, muitas crianças alimentam o sonho de acompanhar eternamente a relação exemplar de amor, carinho, afeto companheirismo etc. dos seus pais.

” Foi duro crescer sem a minha mãe, eu sentia muito a falta de um exemplo maternal. Criada numa casa dividida ao ponto de nem nos olharmos nos olhos, as coisas não aparentavam estarem tão mal até que o meu pai e a minha madrasta separaram-se! Para mim foi o fim, como se não bastasse a separação dos meus pais biológicos, tive que enfrentar mais uma vez todo aquele constrangimento!

Por ser a filha mais velha, decidi ficar com a minha madrasta. Era eu que cuidava da casa e dos meus irmãos mais novos porque ela não desempenhava o papel de mãe e por isso, ao contrário das outras jovens da minha idade eu não tinha tempo para sair para me divertir com os meus amigos. Mesmo assim, a minha madrasta batia-me com vários objetos. Para além destes problemas familiares, eu sofria com pesadelos constantes e fortes dores de cabeça. Por causa da falta de paz em casa e o bullying na escola tentei tirar a minha própria vida por muitas vezes.

Mas tudo mudou quando uma amiga me convidou ao VYG (Grupo de Jovens do Centro de Ajuda). O que despertou a minha atenção foram os inúmeros jovens felizes, alegres e cheios de vida, havia algo diferente neles e eu queria ter o mesmo que eles. Determinada em mudar a sua vida, Alaine frequentou o VYG aonde começou a conhecer a Deus. “Por decisão minha, desafiei a Deus para ajudar-me a perdoá-los, e à medida que orava por eles, notava diferenças.” Consciente que necessitava cumprir a sua parte, Alaine também mudou o seu comportamento com eles. “Deus ajudou-me a perdoá-los, agora a minha família é unida, principalmente eu e a minha madrasta. Hoje vivemos em harmonia, melhoramos o nosso relacionamento familiar. Ele provou que o meu sonho não foi em vão”.

Alaine Lemaire, Willesden Green

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