“Eu não sou mais a mesma pessoa”

da mesma forma, fui abusada sexualmente, Na mesma semana,

EsterAntes de Ester Rogeiro vir para a igreja, ela sofria com um incidente ocorrido na infância. À medida em que ela cresceu, se encontrou em outras situações negativas. Hoje, ela compartilha sua história conosco:

“Quem imaginaria que pessoas próximas me colocariam em perigo? Fui apresentada à pornografia aos nove anos e aos dez fui abusada sexualmente por um primo. Além disso, logo me envolvi sexualmente com outras garotas e, com o tempo, me viciei em sexo. Cresci sendo abusada, sexualmente, verbalmente e fisicamente, e tudo isso acabou fazendo eu odiar meu pai, pois o culpava por tudo o que tinha me acontecido. Eu desejava sua morte, porque achava que ele não tinha me dado o cuidado e a atenção que eu precisava. Devido a essa falta de atenção, eu acabava dormindo fora, com homens mais velhos. Em vez de evitar o abuso, eu usava-o para minha vantagem.

Embora estivesse vazia e me sentisse suja, algumas das coisas que eu fazia eram simplesmente para preencher um vazio. Mas esse vazio nunca era preenchido, pois uma coisa negativa não pode substituir outra. Às vezes eu mal me reconhecia. Usei homens da mesma forma que a pessoa que abusou de mim me usou, e eu amava isso. Mas eu nunca estava satisfeita. Até me relacionei com homens casados. Isso mostra o quão machucada eu estava. Por causa desse vazio, também comecei a beber.

Como resultado das decepções e brigas constantes com os meus pais, comecei a tomar medicamentos, com a intenção de me matar. Eu estava vazia, infeliz e não me valorizava. Costumava chorar antes de dormir e, às vezes, nem conseguia dormir. Antes de conhecer a Deus, eu achava que tudo aquilo que estava acontecendo comigo era normal. Por causa do tipo de vida que eu estava vivendo, meu pai não queria mais que eu vivesse em casa, então eu me mudei para Paris, mas a situação piorou mais ainda. Me envolvi em relacionamentos nos quais acabei sendo agredida. Quando cheguei ao Reino Unido, as coisas não melhoraram. Pude perceber o quão infeliz eu estava. Eu não tinha amigos; não tinha ninguém com quem conversar, e odiava ficar sozinha. Tudo o que eu fazia era chorar. No entanto, alguém me convidou para ir à igreja, e a campanha foi anunciada alguns meses depois. Foi aí que tudo mudou!

Eu coloquei em prática tudo o que tinha aprendido. No início foi difícil, porque eu não falava muito bem em inglês. No entanto, com o passar do tempo, parei de usar isso como desculpa. Orei a Deus no meu idioma pedindo que Ele me ajudasse, porque eu estava muito para baixo e sabia que a minha vida não deveria ser daquele jeito.

Embora eu não tivesse muito financeiramente, coloquei minha vida no altar. Fiz coisas que nunca tinha feito antes, porque queria uma transformação total. Na mesma semana, minha libertação começou: minhas dores de cabeça constantes desapareceram, eu comecei a dormir bem, perdoei meus pais e decidi me batizar. Desde então, minha vida nunca mais foi a mesma.

Agora, sou uma pessoa feliz. Deus respondeu meu sacrifício e hoje eu sou totalmente diferente. Não sou mais a mesma pessoa, nem penso como pensava antes. Não procuro mais atividades sexuais para preencher meu vazio, nem me relaciono mais com mulheres. Eu me amo. Sou uma pessoa completa.”

Ester Rogeiro

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