Eu não conseguia segurar a minha bebê

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Eu não conseguia segurar a minha bebê

Eu sempre sonhei em usar as minhas mãos para dar vida à minha imaginação. A minha mãe era muito artística, por isso eu adorava a ideia de trabalhar com beleza e cosmética também.

Mesmo tendo seguido outra carreira quando me mudei da Ucrânia para Londres, eu nunca fiquei satisfeita com a minha escolha de trabalho. A decisão de usar o meu don levou-me a estudar a arte de cabeleireiro e maquiagem na faculdade. Eu tive aulas particulares com maquilhadores de celebridades.

Tudo ia muito bem e fiquei feliz com o meu progresso, até o último mês de aulas na faculdade. Foi aí que a minha vida virou de pernas para o ar. Foi como um pesadelo onde os meus sonhos ficaram paralisados. Acordei no meio da noite com uma dor insuportável nas minhas mãos; sentia que tinha partido todos os ossos. Não conseguia mexer as minhas mãos, pulsos e dedos. Nesse dia nem consegui fazer o exame prático que eu tinha. Estava devastada. As dores eram muito frequentes; às vezes só uma mão doía, outras vezes doía a outra também. Queria gritar de dor, mas doía tanto que eu nem conseguia expressar como me sentia.

O que realmente quebrou o meu coração não foi o fato de não poder vestir-me ou pentear o meu cabelo, mas foi o fato de não poder levar a minha filha à escola, cozinhar para ela ou fazer as coisas que uma mãe normalmente faz para o seu filho. Procurei ajuda desesperadamente. Falei com doutores de países diferentes, tive muitas consultas e testes, mas nada era determinado. Até me disseram para desistir do meu sonho. Aquelas palavras mataram-me. Depois de estudar durante dois anos, será que eu tinha mesmo de desistir de tudo o que me esforcei para alcançar? Um amigo que já não via há quase sete anos telefonou-me para saber como eu estava. Eu contei-lhe tudo o que estava a acontecer. A resposta dele foi um convite ao Centro de Ajuda, mas ignorei o convite por uns seis meses até que ele ligou-me outra vez.

Falei com a minha irmã que frequenta o Centro de Ajuda na Ucrânia e ela encorajou-me a ir, então decidi aceitar o convite do meu amigo. No próximo dia, numa sexta-feira, eu fui ao Centro de Ajuda pela primeira vez e voltei no domingo. Nunca irei esquecer do que aconteceu naquela manhã. Acordei naquele dia em agonia. Desta vez ambas as minhas mãos estavam inchadas. Nem conseguia segurar o meu telefone para dizer ao meu amigo que eu decidi não ir; a minha filha teve que fazer por mim, mas o meu amigo não desistiu. Ele insistiu dizendo que aquilo era ainda mais uma razão para eu ir.

Ele e a sua esposa vieram a minha casa, ajudaram-me a vestir e levaram-me ao Centro de Ajuda. No fim da reunião, eu recebi uma oração. Acredite ou não, já não conseguia sentir a dor nas minhas mãos. Olhei para elas e notei que voltaram ao tamanho normal! Foi um choque para mim. Desde esse dia, decidi frequentar o Centro de Ajuda e aprender como usar a minha fé. Eu participei em Correntes de Oração. Fui ao hospital para uma consulta e saí a saber o resultado: eu estava bem.

mkup2Há um ano que eu nunca mais tive dores nas minha mãos. Com o fim da dor que me impedia de fazer o que sempre sonhei, eu pude voltar a lutar pelo meu sucesso. Hoje a minha felicidade é sem medidas, porque agora faço o que me disseram que nunca poderia fazer. Não só sou cabeleireira e maquilhadora, mas também dou à minha filha o que ela precisa. Sou uma mãe de novo e isso me faz a mulher mais feliz do mundo.

Svitlana Mutsa

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