Deportado!

ao Reino Unido, dificuldade de voltar, poderíamos estar muito felizes, um sacrifício financeiro,

Em um dialógo franco com o Imaginação, o casal Manoel e Debora Neto contam os problemas que enfrentaram como imigrantes no Reino Unido, e como conseguiram superá-los através de perseverança e fé.

Manoel: Vim ao Reino Unido, com a promessa de que alguém iria me ajudar a ter um lugar para morar e a encontrar trabalho. No entanto, quando cheguei ao aeroporto fiquei desesperado, pois liguei várias vezes para essa pessoa, mas não a encontrei. Uma outra pessoa acabou arranjando um lugar para eu ficar, mas obviamente eu tinha que pagar por isso. Contudo, após três meses sem conseguir arranjar emprego, essa pessoa me despejou.

Nunca me esqueço de que tive que passar uma noite e um dia ao relento. Quando finalmente encontrei emprego, foi para limpar as ruas, um dos trabalhos mais pesados a que eu me submeti a fazer. Nesse ínterim, trouxe minha esposa e filho para o Reino Unido também.

Um dia, sem mais nem menos, o meu chefe disse que teria que me mandar embora. A partir daí, a minha situação se tornou ainda pior. Fui pego pelos agentes de imigração, mantido preso por 15 dias e depois disso fui deportado para o Brasil.

Débora: Esse momento foi muito difícil para nós. Era Natal, época em que poderíamos estar muito felizes juntos, mas eu só chorava porque Manoel havia sido deportado, e eu pensava: ‘E agora, o que vai acontecer?’ Ele tentou voltar ao Reino Unido, mas seu pedido foi recusado. Apesar das circunstâncias, nós não desistimos. Eu já havia iniciado uma Corrente de Oração, mas quando soube da Campanha da Terra Santa, decidi expressar minha fé através do meu sacrifíco.

Eu precisava mostrar a Deus o quanto cria n’Ele, e também o quão importante para mim era que Ele me atendesse. Eu já não suportava a dor de viver aqui sozinha, longe do meu marido, e ainda com uma criança pequena para sustentar.

Manoel: Eu tive muita dificuldade de voltar ao Reino Unido, mas Deus me concedeu a possiblidade, através da fé de minha esposa, sua perseverança em oração e o sacrifício que fez na Campanha de Israel em prol do meu retorno ao país.

Quando finalmente consegui voltar para cá, passei também a frequentar a Igreja regularmente, e aos poucos, conseguimos construir uma vida simples, porém estável.

No entanto, quando outra Campanha de Israel chegou, eu também quis sacrificar, principalmente porque se Deus havia respondido o sacrifício de minha esposa, responderia também o meu.
Eu andava muito revoltado e frustrado com minha situação econômica, por isso vendi meu carro, computador, Playstation, iPhone e coloquei todo o montante da venda desses objetos no Altar.

Além disso, não me contentei em fazer apenas um sacrifício financeiro a Deus, mas também resolvi me dedicar mais a Ele.

O resultado de tudo isso é que hoje estamos totalmente abençoados. Minha esposa tem um salão de beleza que vai de vento em popa e eu completei o meu curso de fotografia e estou trabalhando como fotógrafo.

Além disso, dirijo um carro que custa o dobro daquele que eu havia colocado no Altar e o melhor de tudo é que o nosso maior sonho se tornou real: conquistamos o nosso visto de permanência definitiva no país.

Manoel and Débora Nepumuceno, Stamford Hill

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