De sem-teto aos 15 anos a um futuro feliz

confiança em Deus, por alguns dias, uma vida melhor,

kimberlyKimberly Gordon tinha seis anos quando se afastou de sua mãe, na Jamaica, para viver uma vida melhor com seu pai, no Reino Unido.

“Vim para cá para ter melhores condições de estudo e outras coisas que eu não podia ter na Jamaica, onde morava com a minha mãe. Estava animada para morar com o meu pai.

Nós estávamos vivendo com a companheira dele, que se tornou minha madrasta, e as coisas iam muito bem entre nós. Passeávamos juntos, como uma família, e eu gostava muito disso. No entanto, quando meu meio-irmão nasceu, tudo mudou. Meu relacionamento com a minha madrasta esfriou e problemas começaram a surgir entre ela e meu pai. Como resultado, passei a ter muita raiva dentro de mim e, muitas vezes, descontava no meu irmãozinho, que na época tinha cinco anos.

Um dia, cheguei da escola e meu pai e minha madrasta estavam discutindo. Nunca imaginei que seríamos expulsos de casa, mas foi exatamente o que aconteceu. Eu tinha 15 anos na época, e não tinha para onde ir, então ficamos na casa de uma amiga do meu pai aquela noite. Embora ela fosse muito atenciosa, eu sabia que não ficaríamos permanentemente. As coisas ficaram mais difíceis quando a imigração se envolveu. Quando vi meu pai chorando, a única opção que eu tive foi lhe apoiar e dizer que tudo ficaria bem, embora, em minha mente, eu não tivesse ideia do que fazer. Então, ele me levou para ficar na casa da mãe da minha madrasta por alguns dias. Na escola, eu chorava e não conseguia me concentrar. No entanto, meus amigos me apoiavam muito, o que fazia eu me sentir melhor.

Meu pai voltou para a Jamaica e, logo, eu também fui para lá. Mas ele queria o melhor para mim, então me enviou de volta para o Reino Unido sozinha. Acabei ficando com uma amiga enquanto esperava que meu pai voltasse, dentro de três semanas. Mas essas três semanas se tornaram três anos. Durante esse tempo, eu não sabia o que fazer, porque não tinha um visto e não podia ter um emprego. Porém, consegui concluir os meus estudos e ir para a faculdade. Mas eu me sentia presa, pois não podia ir além daquilo.

Uma das minhas amigas tinha me convidado para ir ao Centro de Ajuda quando eu tinha 14 anos, mas, embora eu soubesse que muitas pessoas eram ajudadas naquele lugar, não achei que pudesse resolver minha situação no momento, então não levei nada a sério até eu ter aproximadamente 18 anos. Mas eu ouvia muitas histórias de como pessoas tinham superado situações muito difíceis, então pensei: ‘Se elas passaram por essas experiências e suas vidas mudaram, então talvez a minha também possa mudar.’

Kimberly viu uma oportunidade para colocar sua confiança em Deus através da campanha, então ela orou pedindo direção e usou sua fé.

“Quando chegou a hora de agir, entrei na internet e procurei ajuda. Eu escrevi minha história e enviei para diferentes instituições de caridade que poderiam me ajudar. Nessa época, eu deixei a casa onde estava vivendo e fiquei com outra amiga por um mês. Se a minha situação não mudasse em um mês, eu não sabia onde iria ficar, mas tive que desafiar a mim mesma e a Deus para sair daquela situação. Surpreendentemente, em duas semanas recebi a resposta de uma senhora que trabalhava em uma das instituições de caridade que eu tinha entrado em contato. Acredito que foi Deus que a colocou no meu caminho.

Ela foi muito atenciosa comigo e me explicou que desde os meus 15 anos de idade o governo deveria ter cuidado de mim. Ela estava mais preocupada com a minha situação do que eu mesma.

“Eu sou feliz e sei que muitas coisas maravilhosas ainda estão por acontecer na minha vida.”

A senhora lutou para me providenciar advogados que lutariam pelo meu visto sem eu precisar pagar. Ela cuidou de tudo. Isso foi um alívio, porque eu não tinha ideia do que fazer. Meus advogados pediam para eu mentir, mas eu me recusava, porque tinha colocado minha confiança em Deus e queria fazer as coisas da forma correta. Por ter confiado em Deus e não ter permitido que o medo me impedisse de agir, hoje não estou mais desabrigada e não preciso dividir casa com ninguém.

Eu tenho o meu visto e trabalho em uma agência imobiliária, que é algo que eu gosto de fazer. Eu e meu pai somos próximos, conversamos com frequência. Não tenho mais raiva dentro de mim, nem guardo rancores contra ninguém. Sei que posso superar qualquer dificuldade que surgir no meu caminho, através da fé. Estou verdadeiramente feliz e sei que muitas coisas maravilhosas ainda estão por acontecer na minha vida.”

Kimberly Gordon

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