Como competir com uma estrela pornô?

filme da vida, lado a lado, tipo de amor,

inPorque que a mãe e o pai não podem ser felizes? O barulho que ouço lá de baixo está cada vez mais alto, ao ponto das palavras serem inconfundíveis, e os ecos dos insultos vão por casa a fora. Amedrontada, sentada no chão do meu quarto, abraçada aos meus joelhos, questiono a mim mesma se tudo isto ira ter fim. Eles nunca discutiram assim , na verdade, eu nunca via nem ouvia nada. Agora é todos os dias e pelos mais pequenos motivos. Eu só queria que a mãe e o pai pudessem ser felizes. ”

A felicidade não existia na minha casa. A minha mãe enfrentou sérias dificuldades no casamento por causa dos vícios e infidelidade do meu pai. Encontrar um sorriso no rosto dela era como procurar uma agulha num palheiro. Isso realmente afetou-nos, que tipo de amor poderia ela dar, se era sempre triste e infeliz?

Tal mãe, tal filha

Tornei-me uma criança furiosa. A relação fria e distanciada com os meus irmãos, ajudou com que eu fosse muito afetada pela relação distorcida dos meus pais. Já adulta, a minha vida tornou-se uma repetição da vida dos meus pais. O meu primeiro relacionamento foi exatamente como o dos meus pais, cheio de discussões e infelicidade. Foi como reviver o filme da vida de minha mãe! Uma promessa feita é facilmente quebrada …

Separando-me dele, deixou-me de rastos, levando-me à conclusão que relacionamentos sérios não eram para mim. E foi exatamente quando eu conheci o Ricardo, começamos a falar depois de nos conhecermos em uma festa aonde ele era o DJ. No entanto, não demorou muito até eu descobrir que festas e consumo de drogas faziam parte do seu quotidiano. Como foi possível me encontrar novamente na mesma situação? Desta vez, os meus filhos também presenciaram os problemas que tivemos, tal como eu presenciei os dos meus pais.

Os hábitos dele de mentir e vício em pornografia rasgaram-me em pedaços. Tornei-me insegura e paranóica, sentia-me feia e inútil. ” Vou sair com os meus irmãos”- dizia ele. Mas como poderia eu confiar nele? Eu permitia o meu próprio sofrimento vez após vez. Nós vivemos ‘ na corda bamba’ por quase dois anos, antes de tudo mudar completamente. Se está quebrada, conserte-a! Uma amiga sabia dos nossos problemas e como qualquer amiga faria, ela tentou ajudar. Eu nunca me esquecerei esse ato de amor, pois ela levou-nos ao lugar que mudou as nossas vidas para sempre. Graças a Deus, ambos queríamos que as coisas funcionassem, simplesmente não sabíamos o que fazer. Chegando ao meu limite, fomos juntos ao Centro de Ajuda.

No primeiro dia, vimos que o lugar era bom, e quanto mais fossemos, mais as coisas mudavam, não só no nosso relacionamento, mas também dentro de mim. Apercebi-me que eu comecei a ser mais tolerante. Não houve mais explosões de raiva, mas sim de domínio próprio e paciência. Frequentar este lugar estava a funcionar, Deus estava a operar na minha vida, e eu O deixei. O orientador espiritual ajudou-nos muito, não tenho dúvidas de que o seu apoio desempenhou um grande papel na nossa transformação, e eu sempre serei grata por isso. O Ricardo e eu mudamos simultaneamente , lado a lado . As minhas inseguranças foram embora e ele não é, de todo, o homem que ele era quando eu o conheci. Selamos a nossa relação com o vínculo inquebrável do matrimônio, há cinco anos somos uma parceria, amo-o e confio nele. Jamais acreditei que eu poderia ser casada e feliz, mas agora eu acredito, pois hoje vivo o ‘impossível’ .

Sandra Vasconcelos

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