Cinegrafista chuta e dá rasteira em refugiados na Hungria

Jesus, no mundo todo, The Guardian, tipo de preconceito,

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A foto do garotinho sírio Aylan Kurdy, de apenas 3 anos, que morreu afogado no Mediterrâneo e foi encontrado na costa turca, ganhou comoção mundial há pouco mais de uma semana. Os olhos do mundo inteiro se voltaram para a situação degradante dos refugiados sírios, que, pressionados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), buscam refúgio na Europa (foto acima).

No entanto, nem todo compadecimento parece ter sido capaz de alcançar o coração da cinegrafista Petra Laszlo, da emissora húngara de televisão N1TV – dirigida por um partido de extrema direita, segundo o jornal britânico Guardian. Petra filmava refugiados fugindo da polícia húngara quando foi flagrada esticando a perna para que um imigrante desesperado caísse com o seu filho nos braços (foto abaixo). O caso aconteceu na fronteira da Hungria com a Sérvia.

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Na sequência, o homem cai em cima da criança e demonstra indignação pelo que acabou de acontecer (foto abaixo).

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No registro de toda a ação, Petra aparece também dando pontapés em alguns refugiados, entre eles, uma garotinha. Assista ao vídeo abaixo:

O vídeo foi feito e divulgado por um jornalista alemão e está repercutindo no mundo todo. O canal húngaro afirmou ter demitido a jornalista imediatamente pelo comportamento inaceitável. Partidos da oposição afirmaram que entrarão com um processo pelos ataques violentos e sem justificativa da cinegrafista. Se condenada, ela poderá pegar até 5 anos de prisão.

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E o pior é que a humilhação por que passam essas pessoas não para por aí. Um vídeo gravado por uma voluntária austríaca mostra a maneira desumana como 150 migrantes são tratados durante uma distribuição de alimentos no maior campo de refugiados da Hungria. As pessoas tentam desesperadamente pegar sanduíches lançados por policiais húngaros que usavam máscaras e capacetes. Veja no vídeo abaixo:

No Brasil

Vale lembrar que a Hungria, que se mostra resistente em relação aos imigrantes, também já recorreu a outros países, em 1820, devido à situação política do reino Austro-Húngaro da época. Estima-se que o Brasil tenha recebido quase 57 mil imigrantes húngaros nesse período. A maioria entrou pelo Porto de Santos, após a 1ª Guerra Mundial, e migrou para o Sul do país.

Um novo olhar, com amor

Se por um momento os refugiados ganharem o olhar do mundo sem diferenças, sem questões políticas, barreiras religiosas ou qualquer outro tipo de preconceito, então, serão vistos como pessoas que querem desesperadamente uma chance para recomeçar a vida.

Na conhecida parábola do bom samaritano (Lucas 10.30-37), o Senhor Jesus mostra o exemplo de um viajante samaritano que se compadeceu ao ver um homem que havia sido espancado caído na estrada. Sem olhar para a origem do homem, ele cuidou de suas feridas, pagou por um tratamento digno e fez o seu melhor para que o desconhecido tivesse a saúde restaurada.

No Brasil, não presenciamos a realidade dos refugiados. Porém, todos os dias vemos pessoas feridas pela vida e injustiçadas, levando rasteira do mal. De nada adianta vermos a situação dos outros, e até nos compadecermos, se não tomarmos também uma atitude.

Diante de tanta maldade imposta na sociedade, o que você tem feito? Você já falou do Senhor Jesus para alguém hoje? Que tal, em vez de apenas ficar olhando o outro cair, dar o primeiro passo para levantá-lo?

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