A morte estava me chamando

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A morte estava me chamando

“Quando eu tinha sete anos fui viver com o meu pai para que pudesse frequentar uma escola melhor. Nessa época, minha madrasta começou a me maltratar. Ela favorecia meu meio-irmão e deixou bem claro que não gostava de mim. O meu pai estava sempre trabalhando e não sabia do desentendimento. Quando ele estava por perto, mal se divertia comigo. Além disso, um familiar que morava conosco fez coisas estranhas comigo. No momento, eu não percebi que isso era anormal. Foi também nessa época que desenvolvi um desejo incomum de auto prazer.

Com o passar dos anos, eu me desliguei do mundo. Tinha baixa autoestima, pensava que era desvalorizada e, por causa da falta de amor-próprio, a minha vida sentimental também estava um desastre. Eu acreditava que havia nascido para sofrer. O sexo tornou-se um vício e deixei que os meus desejos me controlassem, desconsiderando completamente as minhas emoções. Eu manipulava homens para ter o que queria.

O ódio pela minha mãe também era um problema. Eu não a suportava! Pensava que ela não tinha feito o suficiente para me proteger quando eu era mais jovem e, por isso, não me amava. A minha família estava uma bagunça e não existia um sinal de união.

Apesar de beber e encontrar conforto em homens, as minhas necessidades não estavam sendo atendidas. Me sentia vazia, suja e a pior pessoa do mundo. Cheguei no fundo do poço quando comecei a ouvir vozes. As vozes me diziam para esmagar a minha cabeça contra a parede e encontrar qualquer maneira de me matar. A morte estava me chamando e isso me atormentava. Só queria que tudo terminasse. Conheci o Centro de Ajuda através da minha mãe, mas eu não levava nada a sério.

Eu queria ajuda, mas pensava que nunca seria capaz de realmente mudar. Demorou muito tempo para as mensagens das reuniões, dos conselheiros e das orações significarem algo para mim. Fui aconselhada a começar a participar das reuniões de quarta-feira, sexta-feira e domingo.

Falei com a esposa de um pastor e pela primeira vez na minha vida me abri para alguém. Contei a ela o que passava na minha cabeça e derramei todas as emoções que, antes, estavam escondidas. Esse foi o primeiro passo para a mudança. Após esse encontro, me senti mais forte e percebi que podia mudar.

Decidi fazer um propósito de fé. Queria mostrar a Deus que a mudança que eu havia pedido era verdadeira, que estava realmente decidida e não iria retornar para os velhos caminhos. Não desisti. Ao deixar a bebida e a promiscuidade, pude sentir que estava me transformando.

A minha transformação, no entanto, não aconteceu imediatamente. Foram cinco meses de muita paciência. Quando recebi o Espírito Santo, achei a resposta que tanto procurava. Fiquei tão feliz! A minha mente e os meus planos mudaram. Pela primeira vez, experimentei a felicidade. Agora, a minha família está reunida e tenho uma visão completamente nova para cada área da minha vida. Estou avançando em direção a um futuro brilhante.”

Ana Firmino

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