A certeza do meu sonho

decisão de entregar, um pouco de liberdade,

A certeza do meu sonho

A minha mãe foi considerada a “ovelha negra” por ter engravidado de mim já com 45 anos. Todos os familiares lhe apontaram o dedo, mas com o meu nascimento voltaram a reunir-se. O meu pai sempre enganava a minha mãe, mas ela sofria calada e ainda dizia-me coisas maravilhosas sobre ele, desculpando-o pelas suas ausências.

As minhas tias passaram a ajudar a minha mãe conforme podiam e encheram-me de mimos. Aos 7 anos perdi o meu pai, apesar de na realidade nunca senti ter um. O medo que a minha mãe tinha de me perder era tão grande que até aos meus 17 anos ela levava-me para a escola e buscava-me. A proteção da minha mãe era tanta que ela não permitia que eu fosse a festas de aniversário, visitas de estudo ou então sair com as minhas amigas, estava fora de questão.

Na escola gostava de ajudar a todos, sempre defendi os fracos e enfrentei os fortes, mas dentro de mim vivia uma bagagem de complexos. Comparava-me muito com as minha amigas e sentia-me inferior, mas escondia esse sentimento dentro de mim. Aos 15 anos conheci um rapaz pelo qual me apaixonei e, com 17 anos ganhei um pouco de liberdade, pois o namoro já era de algum tempo e a minha mãe já me deixava mais à vontade. Mal imaginava eu que essa liberdade me levaria a uma gravidez com apenas 18 anos. A partir desse momento a minha vida mudou completamente e tive que deixar de estudar para trabalhar.

Apesar de ter vivido um relacionamento cheio de amor e carinho, quando o meu filho tinha apenas 8 meses nós nos separamos, por causa de ciúmes obsessivos da qual fui vítima. Desde então fui mãe solteira, sempre a trabalhar e a lutar contra os problemas. Também comecei a sair à noite, fumar e beber com a esperança de preencher o vazio que eu tinha dentro de mim.  

Com 23 anos decidi imigrar para Londres à procura de um futuro melhor e deixei o meu filho com a minha mãe em Portugal. Nessa altura, encontrei um rapaz que era meu amigo de Portugal e então passamos a ser a companhia um do outro. Começámos a namorar e quando menos esperava, acabei por ficar grávida de novo.

Com nove meses de gravidez descobri que estava a ser traída. Mais uma decepção! Obviamente acabei com o relacionamento e continuei a ser mãe solteira, mas desta vez com dois filhos. Felizmente, a minha mãe e o meu filho vieram viver comigo nesse mesmo ano, o que me deixou um pouco mais alegre.

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Nessa altura, ouve pessoas que me disseram que ninguém iria querer uma mulher com dois filhos e durante muitos anos acreditei nisso. A cada traição ou decepção, isso ficava mais marcado em mim. Com tudo isto tornei-me muito stressada, o que posteriormente originou numa depressão.

A minha tia frequentava o Centro de Ajuda só que na altura eu criticava muito esse lugar. Mesmo assim, acompanhava vídeos da Cristiane e Renato Cardoso, o que despertou em mim um interesse em conhecer o Centro de Ajuda.

Por algum tempo eu coloquei esse interesse de lado, até ter mais uma decepção sentimental. Através do Centro de Ajuda, aprendi a viver pela fé. Comecei a ser dizimista fiel, a pôr em prática o que aprendia e participei em propósitos de fé pela transformação na minha vida. Tomei a decisão de entregar a minha vida a Deus sem medos nem dúvidas.

Hoje estou livre de complexos, tenho o meu próprio negócio e consegui comprar o meu próprio carro. Os meus filhos e a minha mãe estão a frequentar o Centro de Ajuda comigo e existe uma paz inexplicável dentro de nós e dentro da nossa casa.

Não tenho mais depressão, tenho alegria dentro de mim e hoje tenho a certeza que Deus tem alguém especial para mim, pois a cada dia Ele trabalha em mim e a cada mudança, Ele me torna na pessoa certa para a pessoa certa.

Eduarda Moreno

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