O Filho Pródigo e o Filho que Nunca Saiu — Mas Nunca Entrou

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A Parábola do Filho Pródigo é uma das mais conhecidas da Bíblia, reconhecida até mesmo por muitos não cristãos. Geralmente, o foco recai apenas sobre o filho mais novo — sua rebeldia, sua queda e a misericórdia do pai ao recebê-lo de volta com uma celebração. No entanto, a profundidade dessa parábola vai muito além disso.

Jesus inicia a parábola enfatizando que havia dois filhos: “E disse: Um certo homem tinha dois filhos.” (Lucas 15:11). Essa história não é apenas sobre o filho que saiu de casa, mas também sobre aquele que permaneceu.

Quando o filho mais novo retorna arrependido e é recebido com alegria, o irmão mais velho reage de forma inesperada: “Mas ele se indignou e não queria entrar. Então, saindo o pai, insistia com ele. Mas ele respondeu e disse ao pai: ‘Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.’”
(Lucas 15:28–30).

Ele estava indignado, ressentido e profundamente ferido — a ponto de se referir ao irmão como “este teu filho”, em vez de “meu irmão”. O ressentimento pode destruir relacionamentos. E, nesse caso, a amargura dele não se voltou apenas contra o irmão, mas
também contra o pai.

A parábola termina com o filho pródigo perdoado, restaurado e reconciliado com o pai, enquanto o filho mais velho permanece do lado de fora da celebração, consumido pela amargura em relação a ambos.

Isso levanta uma pergunta importante: o que o pai fez para merecer tamanho ressentimento? Nada. A amargura do filho mais velho nasceu da comparação, de um senso de superioridade e da crença de que merecia mais por nunca ter “feito nada errado”. No fim, o erro dele foi mais grave do que o do irmão, pois permitiu que a amargura criasse raízes em seu coração. 

Essa parábola revela duas realidades que ainda existem hoje:

• Fora da igreja há muitos filhos pródigos, que um dia estiveram na Casa do Pai, mas hoje estão           distantes, feridos e caídos.
• Dentro da igreja há muitos “filhos mais velhos”, que estão presentes fisicamente, mas guardam    amargura — sentindo-se feridos por Deus, por outras pessoas ou por situações mal resolvidas.

Decepção, frustração, sentimento de injustiça ou até simples discordâncias têm levado muitos a alimentar mágoas no coração, envenenando o espírito e destruindo-os de dentro para fora. Por outro lado, a Bíblia nos ensina que o perdão cura, une e abre a porta para novos começos. Pela fé, é possível ser livre desses sentimentos negativos e, como o filho pródigo, ser restaurado e purificado da amargura.

Neste domingo, 25 de janeiro, realizaremos o Domingo do Reencontro com a Santa Ceia da Reconciliação. Separe um momento para orar, peça a Deus que revele qualquer ressentimento escondido em seu coração e participe na Universal mais próxima. Será uma grande oportunidade para um novo começo, tanto para aqueles que estão “fora” quanto para os que, mesmo estando “dentro”, ainda precisam voltar ao Pai de todo o coração.

Evento: Domingo do Reencontro com a Santa Ceia da Reconciliação
Dia e Horário: Domingo, 25 de janeiro, às 10am (também às 7:30am)
Local: Na Igreja Universal mais próxima de você

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