{"id":63908,"date":"2015-12-15T12:50:09","date_gmt":"2015-12-15T12:50:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uckg.org\/pt\/?p=63908"},"modified":"2021-08-31T10:59:47","modified_gmt":"2021-08-31T08:59:47","slug":"uma-tentativa-de-conter-os-abusos-constantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/uma-tentativa-de-conter-os-abusos-constantes\/","title":{"rendered":"Uma tentativa de conter os abusos constantes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-63909 size-full\" title=\"Uma tentativa de conter os abusos constantes\" src=\"http:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Untitled-2-5.png\" alt=\"Uma tentativa de conter os abusos constantes\" width=\"827\" height=\"382\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Xingar, bater, chutar, ignorar, excluir, humilhar, amea\u00e7ar e enviar mensagens de mau gosto na internet. Essas s\u00e3o algumas a\u00e7\u00f5es que podem ser caracterizadas como bullying. Todos os anos, esse tipo de abuso afeta milhares de crian\u00e7as e adolescentes no Brasil e no mundo e pode deixar marcas por toda a vida. Tristeza, depress\u00e3o e at\u00e9 suic\u00eddio s\u00e3o algumas consequ\u00eancias graves do bullying. Agora, uma lei sancionada no Pa\u00eds promete ajudar a combater o problema.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto prev\u00ea que escolas, clubes e agremia\u00e7\u00f5es recreativas promovam medidas de conscientiza\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e combate aos abusos. O programa inclui a realiza\u00e7\u00e3o de campanhas educativas, al\u00e9m de orienta\u00e7\u00e3o e <a title=\"Como reconhecer um agressor?\" href=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/como-reconhecer-um-agressor\/\">assist\u00eancia psicol\u00f3gica<\/a>, social e jur\u00eddica \u00e0s v\u00edtimas e aos agressores. Entre os objetivos est\u00e1 a capacita\u00e7\u00e3o de docentes e equipes pedag\u00f3gicas. A Lei 13.185\/2015 entra em vigor em cerca de tr\u00eas meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resgate de valores<\/strong><br \/>\nA psic\u00f3loga e escritora Maria Tereza Maldonado comemora a san\u00e7\u00e3o da lei. \u201c<em>Essa lei vai conscientizar a equipe escolar, os alunos, as fam\u00edlias e a sociedade sobre a import\u00e2ncia de cultivar a rede de relacionamentos com base no respeito ao outro<\/em>\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela acrescenta que a nova lei ajudar\u00e1 a <a title=\"4 atitudes que fazem do seu casamento um campo de batalha\" href=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/4-atitudes-que-fazem-do-seu-casamento-um-campo-de-batalha\/\">evitar problemas<\/a> comuns no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o. \u201c<em>A lei pode estimular a recupera\u00e7\u00e3o dos valores, da \u00e9tica e da honestidade. Educar as gera\u00e7\u00f5es atuais pode prevenir problemas que acontecem no ambiente de trabalho e nas fam\u00edlias, como ass\u00e9dio moral e inj\u00farias<\/em>\u201d, opina a especialista, que \u00e9 autora do livro A Face Oculta: <em>Uma Hist\u00f3ria de Bullying<\/em> e <em>Cyberbullying.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Tereza lembra que a aplica\u00e7\u00e3o correta da lei vai depender tamb\u00e9m do apoio das fam\u00edlias. \u201c<em>Pais e respons\u00e1veis precisam conversar com os filhos sobre o uso respons\u00e1vel da internet e sobre a\u00e7\u00f5es de falta de respeito com os outros. Eles devem ensinar o que \u00e9 brincadeira e o que \u00e9 agress\u00e3o. S\u00f3 \u00e9 brincadeira quando todo mundo se diverte<\/em>\u201d, ensina a psic\u00f3loga.<br \/>\nA lei afirma que a puni\u00e7\u00e3o aos agressores deve ser evitada e que, em seu lugar, sejam aplicadas medidas alternativas que promovam a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agressores e a mudan\u00e7a do comportamento hostil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a puni\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO advogado Fabricio Sicchierolli Posocco reconhece que a nova lei responde \u00e0s necessidades atuais da sociedade. Entretanto, ele pondera que o texto tem algumas brechas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-63913\" src=\"http:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/shutterstock_200319638.png\" alt=\"shutterstock_200319638\" width=\"345\" height=\"230\" title=\"\">Segundo a lei, o bullying \u00e9 todo ato de \u201c<em>viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica, intencional e repetitivo, que ocorre<br \/>\nsem motiva\u00e7\u00e3o evidente, praticado por indiv\u00edduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimid\u00e1-la ou agredi-la, causando dor e ang\u00fastia \u00e0 v\u00edtima em uma rela\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio de poder entre as partes envolvidas<\/em>\u201d. Para Posocco, a defini\u00e7\u00e3o traz problemas. \u201c<em>At\u00e9 mesmo se houver motiva\u00e7\u00e3o evidente, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser considerada bullying. O C\u00f3digo Penal impede a possibilidade de fazer justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os, ent\u00e3o, ainda que haja motiva\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m pode aplicar <a href=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/por-que-voce-nao-deve-emprestar-seu-credito-para-outras-pessoas\/\">viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica<\/a> contra outra pessoa<\/em>\u201d, alerta o advogado, que \u00e9 especialista em Direito Civil e j\u00e1 defendeu v\u00e1rios casos de bullying.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advogado aconselha que as <a title=\"Evento re\u00fane mais de 2 mil pessoas no Jap\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/evento-reune-mais-de-2-mil-pessoas-no-japao\/\">v\u00edtimas de bullying<\/a> denunciem o ato. \u201c<em>\u00c9 importante fazer um boletim de ocorr\u00eancia e guardar as provas do bullying para depois entrar com uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a. Se o abuso for cometido na escola, a fam\u00edlia deve protocolar documentos na secretaria da institui\u00e7\u00e3o e pedir provid\u00eancias. Denunciar o abuso tamb\u00e9m ajuda a evitar que ele se propague<\/em>\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ajudar<\/strong><br \/>\nCada cidad\u00e3o deve assumir a sua responsabilidade no combate ao bullying. Em vez de rir de um apelido pejorativo, por exemplo, \u00e9 importante reconhecer que o que provoca dor e medo n\u00e3o pode ser considerado uma brincadeira. E, antes de postar alguma mensagem de mau gosto direcionada a uma pessoa na internet, <a href=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/o-que-hoje-vale-a-pena-amanha-nao-valera\/\">vale a pena<\/a> tentar se colocar no lugar do outro. Afinal, que ser humano gosta de ser perseguido, humilhado, amea\u00e7ado e agredido? Para lutar contra esses abusos, o primeiro passo \u00e9 simples: basta respeitar o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A menina que deixou de sorrir<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-63910\" src=\"http:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/KOC_8728.690x460.png\" alt=\"KOC_8728.690x460\" width=\"375\" height=\"250\" title=\"\">Para os colegas, era apenas uma brincadeira. Mas Andressa Ribeiro (Foto ao lado) acreditava que o apelido que ela havia recebido na escola era uma verdadeira tortura di\u00e1ria. A jovem tinha apenas 9 anos quando passou a ser identificada no ambiente escolar como \u201c<strong>a menina do dente amarelo<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Quando meus dentes de leite ca\u00edram e outros nasceram, percebi que os novos eram amarelos. Os colegas da escola come\u00e7aram a falar dos meus dentes. Eu ficava envergonhada, triste. Tinha medo de que todos na escola me chamassem de menina do dente amarelo<\/em>\u201d, conta. Aos poucos, Andressa passou a conviver com a ang\u00fastia e a ansiedade. \u201c<em>De tanto falarem dos meus dentes, eu simplesmente n\u00e3o queria mais sorrir, deixei de dar risada. Sentia vergonha<\/em>\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andressa conta que o pesadelo durou cerca de dois anos. \u201c<em>Um dia, decidi n\u00e3o dar mais aten\u00e7\u00e3o para o que as pessoas falavam e parei de me sentir mal. At\u00e9 que o bullying parou<\/em>\u201d, relembra a jovem, que hoje tem 16 anos. \u201c<em>Acho muito bom ter uma lei para combater o bullying. Muitas pessoas passam pelo problema e n\u00e3o contam para ningu\u00e9m. E quem pratica bullying j\u00e1 se perguntou como a pessoa se sente com aquilo?<\/em>\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Compartilhe nas redes sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bullying afeta milhares de crian\u00e7as e adolescentes e pode provocar medo, tristeza e at\u00e9 depress\u00e3o. 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