{"id":2703273,"date":"2024-02-21T11:50:45","date_gmt":"2024-02-21T10:50:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/?p=2703273"},"modified":"2024-02-21T11:52:05","modified_gmt":"2024-02-21T10:52:05","slug":"era-comum-ouvir-pessoas-fofocando-sobre-minha-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/era-comum-ouvir-pessoas-fofocando-sobre-minha-familia\/","title":{"rendered":"&#8220;ERA COMUM OUVIR PESSOAS FOFOCANDO SOBRE MINHA FAM\u00cdLIA&#8221;."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Era comum Patricia Pestana ouvir pessoas fofocando sobre sua fam\u00edlia. Na pequena aldeia onde nasceu, em Portugal, todos sabiam do problema que seu pai tinha com alcoolismo e deixavam claro sua reprova\u00e7\u00e3o. Ela desejava fugir daquelas cr\u00edticas e dos coment\u00e1rios maldosos que diariamente atacavam sua autoconfian\u00e7a, mas onde quer que fosse, aquele sentimento de rejei\u00e7\u00e3o a seguia como um odor. Como superar um passado traum\u00e1tico como esse? Aqui, ela nos conta sua hist\u00f3ria. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu sentia como se a minha fam\u00edlia fosse a mais rejeitada na aldeia em Ribeira Brava, Portugal, onde eu vivia. O alcoolismo do meu pai era t\u00e3o s\u00e9rio que um dia, quando eu estava voltando da escola, o \u00f4nibus teve que parar porque ele estava ca\u00eddo no meio da rua alcoolizado. As pessoas costumavam olhar para n\u00f3s com desprezo quando pass\u00e1vamos, e at\u00e9 os parentes evitavam nos convidar para reuni\u00f5es familiares temendo que meu pai beberia e causaria problemas. N\u00f3s \u00e9ramos conhecidos como a fam\u00edlia do alco\u00f3latra e isso impactou profundamente a minha autoconfian\u00e7a.<a href=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Patricia-Pestana.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2703274 alignright\" src=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Patricia-Pestana.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Patricia-Pestana.jpeg 500w, https:\/\/www.uckg.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Patricia-Pestana-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sentia vergonha quando ele estava b\u00eabado, pois sabia que estava fora de si. Apesar de ele nunca ter sido violento comigo, seu h\u00e1bito nos distanciou e nos impediu de ter um relacionamento normal de pai e filha. Tudo isso ajudou que eu desenvolvesse uma mentalidade negativa. Eu sempre sentia que algo de ruim estava prestes a acontecer. Na adolesc\u00eancia, tive a oportunidade de vir estudar em Londres. Eu estava muito animada. Ningu\u00e9m me conhecia, nem a minha fam\u00edlia, ent\u00e3o era como um novo come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu esperava ser aceita, mas n\u00e3o foi o caso. Era muito t\u00edmida e, na \u00e9poca, n\u00e3o falava ingl\u00eas muito bem, ent\u00e3o virei alvo de bullying. Alguns colegas riam de mim durante a aula e me exclu\u00edam. Isso serviu como um gatilho para todos aqueles sentimentos negativos da inf\u00e2ncia. Me senti desprezada e dessa vez n\u00e3o estava acontecendo por causa da minha fam\u00edlia, ent\u00e3o comecei a acreditar que o problema era eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Me sentia triste e sozinha, como se fosse uma intrusa, pois tinha dificuldade para fazer amizades devido \u00e0 barreira da linguagem. Tinha um grande complexo de inferioridade onde achava que todos eram melhores do que eu e que conseguiam conquistar coisas, mas eu n\u00e3o conseguia. Anos depois, minha prima, que come\u00e7ou a frequentar a Universal, me convidou para acompanh\u00e1-la. Ela tinha mudado tanto desde que come\u00e7ou a frequentar a igreja \u2013 estava mais confiante e determinada a correr atr\u00e1s do que queria \u2013 que eu n\u00e3o podia recusar o convite. Precisava ver por mim mesma o que havia a impactado daquela forma. Pensei que talvez o mesmo poderia acontecer comigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a reuni\u00e3o, pela primeira vez eu senti uma grande esperan\u00e7a de que a minha vida poderia mudar. Essa sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar me levou a continuar frequentando a igreja, mas demorou um certo tempo para eu experimentar uma mudan\u00e7a real, principalmente porque era muito fechada. Para mim, era um grande desafio desabafar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu era t\u00edmida at\u00e9 para orar e n\u00e3o confiava em Deus a ponto de cont\u00e1-Lo sobre as minhas lutas, ent\u00e3o permaneci daquele jeito por mais de um ano. O que me levou a agir foi mais uma rejei\u00e7\u00e3o, desta vez em minha vida sentimental. Conheci algu\u00e9m e o relacionamento parecia promissor, at\u00e9 que cerca de dois meses depois ele terminou tudo sem ao menos uma explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Me senti desvalorizada e ficava perguntando o que havia de errado comigo. Lembro-me de uma vez em que estava no metr\u00f4 a caminho de casa e fui bombardeada por pensamentos de pular no trilho para acabar com meu sofrimento. Eu guardava todos aqueles sentimentos dentro de mim e, \u00e0s vezes, parecia que ia explodir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando estava sozinha, ca\u00eda em l\u00e1grimas. Eu me sentia presa naquele ciclo de rejei\u00e7\u00e3o e decep\u00e7\u00f5es. Tinha dificuldade para confiar nas pessoas, mas como j\u00e1 estava frequentando a Universal, a cada reuni\u00e3o ouvia uma palavra encorajadora de f\u00e9, que me dava for\u00e7as para seguir em frente. Gradativamente, aprendi a confiar em Deus. Contei a Ele sobre os meus pensamentos, d\u00favidas e sentimentos negativos e, ao fazer isso, os muros que havia constru\u00eddo dentro de mim mesma come\u00e7aram a ruir. As trevas que eu sentia dentro de mim come\u00e7aram a se dissipar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era como se Deus estivesse removendo de mim tudo que eu n\u00e3o precisava (a solid\u00e3o, baixa autoestima, complexo de inferioridade, etc.) e me dando o que eu precisava, que era paz. A paz que senti era indescrit\u00edvel! Entendi que sou amada por Deus e valiosa para Ele, e isso basta para mim, independente do que os outros possam pensar ou dizer. A confian\u00e7a que eu tenho agora vem de dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje posso dizer que sou uma Patricia completamente diferente. Se antes era t\u00edmida e n\u00e3o conseguia me enxergar conquistando grandes coisas, hoje sou confiante e n\u00e3o tenho medo de lutar pelos meus objetivos, pois sei que com Deus posso conquistar qualquer coisa. E eu tenho certeza de que a mesma paz que Ele me deu, tamb\u00e9m deseja dar a qualquer pessoa que esteja sofrendo como eu estava. Voc\u00ea s\u00f3 precisa dizer \u2018SIM\u2019 a Ele!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patricia Pestana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era comum Patricia Pestana ouvir pessoas fofocando sobre sua fam\u00edlia. 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