Uma Casa Pacífica

Bevincia Semper passou por eventos trágicos em sua adolescência que a marcaram profundamente; um dia, caminhando para casa, ela foi atacada sexualmente por um rapaz na sua área, e desse dia em diante cresceu dentro dela um ódio contra os homens. Para piorar, no aniversário do seu irmão mais novo – um dia de celebração com sua família – Bevincia, seus irmãos e seus pais estavam se preparando para sair e de repente sua mãe desmaiou, vindo a óbito.

O golpe devastador deixou-a de luto por sua mãe. Com quem ela podia contar agora? Ela precisava de cura interior, mas onde poderia encontrar? Esta incrível sobrevivente compartilha sua história conosco aqui:

“Quando minha mãe faleceu, me senti como se tivesse chegado ao fundo do poço. Me senti sozinha. Ela era a única pessoa que me fazia sentir confortável o suficiente para conversar. Não sabia o que fazer sem a ter próxima a mim. Eu estava dividida entre a tristeza profunda pelo falecimento da minha mãe e pelo pânico e pavor do que aconteceu comigo.

Eu tinha ódio de todos os homens. Para mim, todos eram como o rapaz que me atacou, e eu pensava que todos queriam se aproveitar de mim, então não confiava nem me sentia confortável ao lado deles. Quando eu olhava para os homens, eu só conseguia ver aquele rapaz. Por causa disso, brigava muito com meu irmão e me distanciei do meu pai.

Eu me desliguei de todos e fiquei ansiosa. Desenvolvi sintomas semelhantes aos da minha mãe. Isso me deixou paranoica, pensando que eu poderia desmaiar e morrer de repente como ela. Pensava que ia morrer a qualquer momento, por isso não conseguia dormir, com medo de não acordar no dia seguinte, então não tinha paz. No entanto, eu sempre demonstrava estar bem.”

Bevincia carregou esse fardo com ela por muitos anos, até ser convidada para a Igreja Universal por um amigo.

“O que ouvi lá me desafiou a acreditar que, de alguma forma, as coisas poderiam melhorar para mim. Eu ouvi histórias de outras pessoas que passaram por traumas semelhantes e agora eram felizes. Isso me deu esperança. Comecei a frequentar as reuniões semanais e conversei com alguém sobre o que havia acontecido comigo. Pouco a pouco comecei a encarar o que eu tinha guardado dentro de mim.

Lidar com o abuso e com a perda da minha mãe não foi fácil e aceitar isso certamente não aconteceu da noite para o dia. Eu tive que lutar contra as dúvidas que eu tinha, que me diziam que minha vida não mudaria e que eu não poderia ser feliz como as pessoas que conheci na igreja. Mas, com o tempo, optei por não ser definida pelas tragédias da minha vida. Os conselheiros realmente me encorajaram durante todo esse processo.

Hoje posso sinceramente dizer que encontrei a cura interior e venci as mágoas do passado. A mudança veio de dentro para fora e encontrei a paz interior. Meu relacionamento com minha família também mudou e agora somos unidos. Eu e meus irmãos nunca estivemos tão próximos, então há paz em casa. Meu pai viu tanta diferença em nós que agora está convidando outros membros da família para irem à Igreja Universal. Sei que isso é apenas o começo de coisas maiores para todos nós.”

Bevincia Semper

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