Saí livre e impune!

Correntes de Oração,

in“Foi como um filme de ação. O meu coração batia mais forte a cada passo que eu dava. Eu estava sem fôlego, mas não ousava parar de correr. Se eu fosse pego, seria a minha terceira detenção”.

À distância, ouvia os helicópteros da polícia e os latidos ferozes dos cães de guarda. Era como se estivessem à busca de sangue e assim eu continuei a correr. Não importava o quanto o meu peito doía, eu não parei, bati forte na porta mais próxima e pedi que deixassem entrar e, para a minha surpresa, o proprietário deixou. Pedi-lhe para esconder-me lá e, enquanto recuperava o meu fôlego, houve outra batida na porta; era um policial à paisana e imediatamente meu coração disparou como se estivesse a ter um enfarte. Ele pediu-me para sair e empurrou-me para o chão, ele revistou-me à procura dos bens que haviam sido roubados, mas não encontrou. Eu sabia que ele não queria me deixar ir, mas ele não tinha escolha. Saí de lá livre e impune! Senti-me invencível! Enquanto eu caminhava até a estação de trem deparei-me com a realidade!

Eu poderia ter sido pego, e passado aquela noite na prisão. Já dentro do trem, tudo o que eu pensava era em como a minha vida era um completo fracasso.

Cheguei em casa às 6h da manhã e tudo o que eu queria era sair daquela vida. Eu escapei naquele dia (ou assim eu pensava), mas eu sabia que era só uma questão de tempo até que eu voltasse a aprontar. Naquele momento eu lembrei-me do Centro de Ajuda em Kilburn onde tinha visitado quando era mais novo, mas mesmo assim a mensagem de mudança ficou gravada na minha mente, eu sabia que aquele era o lugar onde eu iria encontrar ajuda. Então voltei, e comecei a frequentar o Grupo Jovem (VYG).

Lembram-se de quando eu disse que eu tinha saído livre e impune? Na verdade não saí. A polícia capturou o meu amigo e ele mencionou que eu estava envolvido no caso. Fui chamado pela policia para ser questionado, não sabia o que fazer no interrogatório a não ser orar. Eu pedi a Deus para me ajudar, e eu fiz o inesperado, contei a verdade. Devido a isso, indo a tribunal, o juiz deu-me a menor sentença possível, um Registro criminal e apenas uma multa a pagar.

Saindo de lá, eu sabia que tinha sido Deus que tinha me ajudado, e por isso eu decidi levar a sério. Pondo em prática os conselho que recebia e, participando das correntes de oração, eu consegui abandonar o meu estilo de vida. Hoje eu sou uma pessoa diferente, eu penso e tomo atitudes de uma forma diferente. Sei o que eu quero da vida e para aonde vou. ”

Pastor do grupo jovem Edgar Monteiro, Luton

Gostou? Então compartilha:

Deixe um comentário