Perseguições

cheia do Espírito Santo, espirito santo, felicidade do povo, por toda parte,

Se os cristãos ficarem em casa, quietinhos, ninguém mexerá com eles; se, no entanto,começarem a denunciar as coisas erradas, naturalmente as perseguições surgirão.

Da redação
redacao@arcauniversal.com

O Senhor Jesus, nas Suas pregações, ajuntava muita gente ao Seu redor e falava contra as mazelas da humanidade, sobre a felicidade do povo, a libertação e coisas semelhantes, o que naturalmente O tornava alvo de perseguição, que durou, na verdade, os três anos do Seu ministério terreno. Sim, pois a Sua morte foi o ápice dessa perseguição. Ele foi aprisionado e crucificado como um criminoso, um terrorista. A Sua sentença de morte está registrada em um documento oficial do Império Romano. Quem tiver a oportunidade de lê-la, verá que Ele foi condenado sob a acusação principal de querer incitar o povo contra o Governo, ou seja, Ele foi morto como se fosse um revolucionário político, e, por isso, foi julgado no tribunal.

A perseguição contra a Igreja

Os discípulos foram perseguidos logo depois da morte do Senhor Jesus, mas no livro de Atos vemos que a Igreja, a princípio, começou muito bem, com grupos que se reuniam nas casas, tendo tudo em comum, conforme está registrado nos capítulos de 2 a 4, que mostram a felicidade daquele povo, principalmente depois da descida do Espírito Santo (Atos 2).

Nesse período, a Igreja ficou em Jerusalém, cheia do Espírito Santo, orando a Deus, buscando a Palavra, reunindo-se e cantando louvores. Estava tudo aparentemente bem, só que a Igreja não crescia, ou seja, o mandamento do Senhor Jesus não estava sendo cumprido: “E disse-lhes: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.” Marcos 16.15-18

A Igreja, portanto, estava ficando só em Jerusalém, nas casas dos cristãos, sem demonstrar os sinais do poder de Deus na sua vida e na vida dos seus membros. Os grandes sinais que ela apresentava no seu início eram, na verdade, a solidariedade, o amor e a fraternidade, mas era necessário algo mais.

No ano 70 da nossa Era, o general romano Tito Vespasiano tomou Jerusalém e a destruiu, espalhando os cristãos por toda parte. Depois da perseguição à Igreja, principalmente em Roma, ela começou a crescer. Isto não significa que a perseguição seja algo bom para a Igreja, mas está provado que só é perseguido aquele que faz alguma coisa, que incomoda ou mexe com a ordem estabelecida.

Se os cristãos ficarem em casa, quietinhos, sossegados, se estiverem satisfeitos com o pouco que têm, ninguém mexerá com eles; se, no entanto, começarem a reclamar, a apontar as falhas, a denunciar as coisas erradas, a mexer com as estruturas, a mostrar a falsidade reinante, naturalmente as perseguições surgirão.

(*) Texto retirado do livro “Estudos Bíblicos”, do bispo Edir Macedo

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