Como mulheres, nós olhamos para as esposas dos pastores com admiração. Nós as vemos como belas mulheres de Deus em quem podemos nos espelhar. Elas têm o perfume do Senhor Jesus e nós também queremos o mesmo perfume.
Mas pouco sabemos do enorme sacríficio que é ter a vida no altar. Sandra Gouvêa, esposa do pastor Flávio do Centro de Ajuda em Leicester relata, “ Eu estava há quatro anos na igreja e era obreira quando conheci meu primeiro namorado. Ele fazia a obra como auxiliar de pastor. Como ambos tínhamos o desejo de servir a Deus no altar, começamos a namorar. Um mês depois ele foi transferido para um país na África, mas aquilo não me entristeceu porque eu sabia que a vida daqueles que estavam no altar era assim mesmo. Eles não escolhem onde fazer a obra, mas vão onde a obra de Deus mandar. Nós começamos a nos comunicar por cartas e por telefone – isso era em 1998, a Internet como nós conhecemos não existia ainda!
Ficamos assim por dois anos. Nesse meio tempo, eu me preparava para o dia em que nos casaríamos e eu iria para a África. Eu comecei a ir às reuniões de noivas de pastores, onde a esposa do bispo nos ensinava como fazer a obra de Deus no altar, compartilhava suas experiências conosco, esclarecia dúvidas que nós poderíamos ter e etc. Essas reuniões eram um privilégio para mim e alimentavam em meu coração desejo de fazer a obra de Deus. Depois de dois anos, tudo estava pronto para o casamento, então a Fogueira Santa de Israel foi anunciada e eu entrei no propósito.
Sem sentimento algum, eu disse a Deus “O Senhor quer que meu sim seja sim e meu não seja não. Isso me dá o direito de exigir uma resposta clara do Senhor. Se esse casamento não é da sua vontade, simplesmente me diga não. Mas se é, diga que sim. Em todo o caso, farei exatamente aquilo que o Senhor quiser.” Isso pode parecer estranho para quem lê. Você pode estar pensando, “Como ela pôde fazer tal pergunta? Será que não temia que a resposta fosse não?”
Em contrapartida, eu não me importei com o que o meu coração estava falando naquele momento, eu somente queria saber o que Deus estava dizendo, e de fato, Ele respondeu. Uma palavra foi o suficiente para me fazer tomar uma das decisões mais díficeis da minha vida. Eu cancelei o casamento e terminei o noivado com ele por telefone! Eu não me importei com o que os outros obreiros falaram e como eu fui criticada por desistir do meu sonho estando tão perto de conquistá-lo. Eu simplesmente cria em Deus e que ele tinha o melhor para mim. Isso foi em Janeiro de 1998.
Em Abril de 1999 o Bispo Bira (Nova York), que era meu bispo naquela época me apresentou ao meu marido. Ele era auxiliar de pastor e tinha vindo de outra cidade no Rio de Janeiro. Nós conversamos por dois meses e começamos a namorar. Um ano depois nos casamos no dia 15 de Julho de 2000. Nós nos completávamos em tudo; tínhamos tanto em comum e gostávamos das mesmas coisas…um par perfeito! A resposta de Deus sobre ele foi um SIM!
Um ano depois nós fomos transferidos para o Reino Unido. Já fazem 12 anos que estamos juntos e eu não poderia ser mais feliz. Se eu não tivesse sacrificado na Fogueira Santa de Israel pela minha vida sentimental, provavelmente estaria agora com um casamento desfeito, já que o auxiliar de pastor deixou a obra de Deus e o Senhor Jesus, poucos meses depois que eu terminei com ele.
Quando o assunto é a nossa vida sentimental, temos que eliminar o nosso coração da equação. Sim, eliminar o nosso coração! Pode parecer contraditório, considerando que o amor é parte dos sentimentos. Aqueles que usam seu coração ao ínves de sua fé e inteligência quando lidam com situações nessa área vão sofrer por um bom tempo. Use sua inteligência e coloque Deus em todas as decisões da sua vida sentimental, seja pequena ou grande. Mesmo que demore um pouco, lembre-se de que Deus está escrevendo a sua historia de amor.
Sandra Gouvêa, Leicester



