O espírito macedônico
“Do que você está falando?” - gritou um senhor muito inquieto, enquanto se levantava no meio da multidão que ouvia sentada. Sua aparência pobre, roupas velhas e pés descalços - exatamente como a maioria dos presentes – não expressavam a riqueza de seu amor e generosidade. “Mas por algum motivo, que eu também já percebi, parece que Ele continuou, “Certamente somos pobres e temos sido severamente pressionados por aqueles que querem nos destruir. Alguns de nós perderam seus empregos e tiveram suas casas queimadas por causa da nossa fé. Mas se nossos irmãos na Judéia precisam de ajuda, então nós insistimos – vamos ajudar. Não nos isente do privilégio que é poder colaborar!” Tendo acabado de falar, ele enfiou a mão na pequena bolsa que trazia amarrada ao seu cinto, retirou tudo o que tinha e foi à frente colocar aos pés de Paulo, que ficou parado sem palavras. Naquele momento, toda a multidão fez o mesmo – mulheres, homens e até mesmo as crianças trouxeram à frente tudo o que tinham e deram generosamente. E mais… Você precisava ver o sorriso em seus rostos enquanto eles davam suas ofertas! Mais tarde, quando Paulo escreveu aos cristãos em Corinto, ele sabia que estava falando a um público completamente diferente. Corinto era uma próspera colônia romana, o centro da rota de venda que vai do oriente para o ocidente. Os cristãos em Corinto certamente não sofriam as mesmas limitações financeiras que os macedônios. Mas por algum motivo, que eu também já percebi, parece que quanto mais rica a pessoa é, menos sai de sua bolsa. Então Paulo disse ao povo de Corinto, “Quero que conheçam a graça concedida às igrejas da Macedônia. Porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. “Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus... Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça.” 2 Coríntios 8:1-7 Alguns pontos chamaram minha atenção nesta passagem. Primerio. Os macedônios não fizeram o que era esperado – eles foram além de suas condições. Isso é que é excelência! Ter um espírito excelente não é fazer somente o que se espera de você, mas sim exceder a todas as expectativas; isto é, proporcionar a agradável surpresa de dar aos outros muito mais do que eles pensavam que você daria. Não apenas deram suas ofertas “mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” Segundo, a igreja em Corinto parecia ter o mesmo problema que muitos cristãos têm hoje. Eles são excelentes na fé, no discurso e no conhecimento - mas ONDE ESTÃO SUAS OBRAS? Esta é a razão pela qual Paulo teve que dizer a eles, “se vocês amam de verdade, provem com suas ações!” É o que você dá - não suas palavras - que mostram sua fé.
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